Esquilos no Brasil, eles existem?

March 21, 2018

   Quem pensa que esquilos só existem fora do brasil, engana-se. No Brasil existem cerca de 7 espécies, Guerlinguetus aestuans (Linnaeus, 1766), Guerlinguetus alphonsei (Thomas, 1906), Guerlinguetus ignitus (Gray, 1867), Guerlinguetus ingrami (Thomas, 1901), Guerlinguetus gilvigularis (Wagner, 1842), Guerlinguetus henseli (Miranda-Ribeiro, 1941) e Guerlinguetus poaiae (Moojen, 1942), todos eles descritos na Lista anotada dos mamíferos do Brasil (Paglia et al. 2012).

 

Porém, para alguns autores é subgênero Guerlinguetus do gênero Sciurus. Porém, segundo Oliveira e Bonvicino (2006) consideram o gênero a Guerlinguetus, sendo essa posição seguida na Lista anotada dos mamíferos do Brasil (Paglia et al. 2012).

 

Em algumas regiões do Nordeste são conhecidos como caxinguelê, palavra que origina-se do termo quimbundo, kixinjanele, que significa "rato de palmeira" (SARAIVA, 2016; NOMURA, 1982), o Guerlinguetus alphonsei, habita a região da costa, do estado de Pernambuco ao da Bahia (BONVICINO et al, 2008).

O caxinguelê (Guerlinguetus Alphonse), é pouco conhecido, porém tem hábitos diurnos e são predominantemente arborícolas, tendo preferência por árvores, que tenham oco, para estocar alimentos, abrigar-se e fazerem seus ninhos.

 

A espécie, é um importante disseminador de semente, obtendo um papel ecológico fundamental (PASCHOAL E GALETTI, 1995; BORDIGNON E MONTEIRO-FILHO, 2000; MIRANDA, 2005; BONVICINO, 2008), um exemplo: Guerlinguertus ingrami, que atua como recuperador de áreas florestais, principalmente da Mata das Araucárias, já que costumam enterrar algumas sementes sem danifica-las, que terminam germinando (BONVICINO et al, 2008).

 

 

 

 

 Créditos da imagem: Mariano Nader. (Registro feito no PEDI de um Guerlinguetus alphonsei, juvenil).

 

 

REFERÊNCIA:

 

Bonvicino, C.R.; Oliveira, J.A. & D’Andrea, P.S. 2008. Guia dos Roedores do Brasil, com Chaves para Gêneros Baseadas em Caracteres Externos. Centro Pan-Americano de Febre Aftosa, Rio de Janeiro, Brazil. 120pp.

 

BORDIGNON, M; Monteiro-Filho, E. L. A. 2000. O serelepe Sciurus ingrami (Sciuridae:Rodentia) como dispersor do pinheiro do Paraná Araucaria angustifólia (Araucariaceae: Pinophyta). Arquivos de Ciências Veterinárias e Zoologia da UNIPAR.

 

HITOCH NOMURA, em O Estado de S.Paulo, 29.09.1982 – Conforme Aurélio Digital.

 

LACERDA, Patrícia Oliveira. Modelagem da distribuição geográfica atual e futura de Guerlinguetus (Rodentia, Sciuridae) no Brasil. 2013. Dissertação de Mestrado.

 

MIRANDA, J. M. D. 2005. Dieta de Sciuris ingrami Tomas (Rodentia, Sciuridae) em um remanescente de Floresta com Araucária, Paraná, Brasil. Revista Brasileira de Zoologia.

 

OLIVEIRA J.A. & Bonvicino, C.R. 2006. Ordem Rodentia. In: N.R. Reis, A.L. Peracchi, W.A. Pedro & I.P. Lima (eds.), Mamíferos do Brasil. Universidade Estadual de Londrina, Paraná, Brazil.

 

PAGLIA, Adriano P. et al. Lista Anotada dos Mamíferos do Brasil 2ª Edição/Annotated Checklist of Brazilian Mammals. Occasional papers in conservation biology, v. 6, p. 76, 2012.

 

SARAIVA, Emmanuel De Jesus. A Influência Africana Na Cultura Brasileira. 164p (Livro de consultoria de dialetos africanos), 2016.

 

PASCHOAL, M; Galetti, M. 1995. Seasonal Food use by the Neotropical Squirrel Sciurus ingrami in Southeastern Brazil. Biotropical.

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