BICOS: ANATOMIA E FUNÇÕES

Estrutura complexa, análoga aos dentes e lábios da grande maioria dos demais animais, o bico das aves, está inserido ao crânio (KING; MCLELLAND, 1984; FECCHIO, 2010), havendo diferentes formas e tamanhos, que divergem, especificamente em função do tipo de alimentação, comportamento e habitat.


Nas aves, a cavidade oral e língua, é revestido por epitélio pavimentoso estratificado (ROSSI et al., 2005; FECCHIO, 2010; DE SOUSA et al., 2015), onde o nível de queratinização altera de acordo com a espécie do animal e a localização do epitélio na cavidade oral (ROSSI et al., 2005; FECCHIO, 2010).


A parte mais superficial, chamada de epitélio, é constituído por hidroxiapatita, cálcio e fosfato, que conferem dureza ao bico (FECCHIO, 2010), formado pelos ossos, pré-maxilar e nasal (parte superior), chamada de rinoteca, e mandíbula (parte inferior), chamada de gnatoteca, ambos, cobertos por bainha epidérmica queratinizadas, chamada de ranfoteca (RITCHIE; HARRISSON, 1994; RUPLEY, 1999; FECCHIO, 2010).


Em constante crescimento, o bico, é uma estrutura dinâmica (DE SOUZA et al., 2015), composto por feixes vásculo-nervosos, articulações e bainhas germinativas (ROSSI et al., 2005; FECCHIO, 2010), e a vascularização da derme é frágil, localizada dentre, periósteo e o estrato córneo queratinizado (O’MALLEY, 2005; FECCHIO, 2010).


Normalmente, os tipos de bicos que as aves possuem, são alterações adaptativas em função da dieta (EFE; CHAVES, 1999; FECCHIO, 2005; DE SOUZA et al., 2015), e suas inúmeras terminações sensitivas do nervo trigêmeos, convergem em um órgão tátil, encontrado na base do bico (Colville & Bassert, 2010; DE SOUZA et al., 2015).


As funções do bico, são várias, e algumas delas inclui as aves, espalhar com seu bico o muco que a glândula uropigiana secreta, com a tarefa, de impermeabilizar as penas (BARBIERI, 2010), apreender/quebrar/rasgar o alimentos, defesa, cotejamento na época de acasalamento, construção de ninhos, articulação para o canto; e nos psitacídeos, também conta como membro de apoio, para escalar troncos de árvores.


crédito: http://www.ich.pucminas.br/pged/db/wq/cb/2006-2/2-9/introd

REFERÊNCIA:

BARBIERI, Edison. OS ALBATROZES: desajeitados em terra, mas ágeis no ar, 2010.

CUBAS, Z. S.; SILVA, J. C. R.; CATÃO-DIAS, J. Tratado de Animais Selvagens. 2. Ed. São Paulo: Roca, 910. p. DE SOUSA, Denise Cerqueira et al. Sistema digestório das aves e o glicerol na dieta de frangos de corte: Revisão. PUBVET, v. 9, p. 348-399, 2015.

EFE, Márcio Amorim; CHAVES, Edison Baptista. Guia prático do observador de aves. Brasília: CEMAVE/IBAMA, 1999.

FECCHIO, Roberto Silveira. Análise biomecânica da aderência de diferentes sistemas adesivos ao estrato córneo queratinizado do bico de tucanos-toco (Ramphastos toco). Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo, 2010.


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