O uso de tecnologias no auxílio à programas de conservação de fauna silvestre

February 1, 2018

A tecnologia tem se tornado uma importante aliada para estudos e programas de conservação da fauna silvestre em todo o mundo. Ferramentas como Rastreamento por GPS, Rádio-telemetria, Armadilhas Fotográficas e Drones, são alguns exemplos de como a tecnologia vem sendo amplamente usada na conservação da fauna. Com essas ferramentas, pesquisadores conseguem acompanhar como os animais utilizam o ambiente, como se deslocam e quais são seus hábitos. Além de facilitar a compreensão das relações entre homens e animais, a tecnologia ajuda a determinar áreas para conservação, ajudando na criação de corredores ecológicos e reflorestamentos.

 

No Brasil, a sobrevivência de algumas espécies, em categorias de ameaças de extinção, em seus hábitats naturais, está cada vez mais condicionada ao uso da tecnologia como ferramenta auxiliar na conservação. Onças pintadas e pardas, jaguatiricas, tartarugas marinhas, lobos-guarás, cachorro-vinagre e cachorros-do-mato são alguns exemplos de espécies que têm sido amplamente estudadas e preservadas.

 

O Centro Nacional para Pesquisa e Conservação dos Predadores Naturais – Cenap, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, usa estudos de rádio-telemetria com animais em parques, fazendas e reservas ecológicas. Há pesquisas com onças-pintadas em São Paulo, Foz do Iguaçu, Pantanal e Bahia. As onças-pardas são monitoradas em Santa Catarina e Minas Gerais nas regiões do Triângulo Mineiro e do Parque Grande Sertão Veredas. Os lobos-guarás são pesquisados também em Minas Gerais, no Parque Nacional da Serra da Canastra. Já o cachorro-vinagre, mamífero nativo do Cerrado, é monitorado em Mato Grosso.

 

Porém, nem tudo são flores, usar tecnologia garante bons retornos, mas por trás de todos esses equipamentos existe um alto custo financeiro. Como exemplo, um colar com GPS custa, fora do Brasil, em torno de US$ 4 mil. Com os impostos, chega no país por R$ 35 mil. Muitos dos equipamentos dependem de grandes orçamentos, que muitas vezes acabam dificultando e limitando o desenvolvimento dos programas.

ENTENDA OS RECURSOS UTILIZADOS:

 

Rádio-telemetria

 

Fonte - ICMBio

Permite o acompanhamento dos deslocamentos dos animais. Os equipamentos mais simples são transmissores de rádio (VHF) acoplados a uma estrutura de fixação no animal, que emitem o sinal numa frequência específica. O pesquisador vai a campo com uma antena e receptor e localiza os movimentos do animal. É o método mais barato, mas demanda muitas horas de trabalho de campo intensivo e exaustivo.

 

 

Monitoramento por GPS

 

Estruturas com GPS acoplado e fixados no animal, registram e armazenam várias localizações do animal durante o dia ao longo de um intervalo de tempo. Estes equipamentos permitem estudos muito detalhados sobre a movimentação do animal. Geralmente são usados em animais de grande porte que possuem extensa área de uso, como por exemplo baleias, tartarugas marinhas, grandes felinos. O custo de aquisição é alto, mas o custo operacional é baixo, pois o pesquisador vai menos à campo (apenas para fazer download dos dados registrados ou para conferir dados do GPS).                         Fonte - Projeto Tamar

 

 

 

Armadilhas de câmeras fotográficas

 

São câmeras fotográficas acopladas à sensores infravermelhos, que são fixadas no ambiente. Quando o animal passa na frente do sensor, é fotografado. Estudos com câmeras não dependem de captura do animal e possibilitam estudar vários fatores relacionados à biologia e ecologia da espécie em questão. No entanto, um bom estudo precisa de uma quantidade elevada de câmeras e isso torna o custo alto, podem estragar com a umidade e podem ser roubadas.

 

Fonte - Bushnell

 

 

Drones

 

O Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), mais usualmente chamado de Drone tem sido a mais nova ferramenta de tecnologia utilizada na conservação ambiental. De fácil operacionalidade, podem ser utilizados, por exemplo, no mapeamento e vigilância de áreas protegidas, monitoramento da biodiversidade, combate a incêndios florestais, caça e exploração de recursos naturais. Os custos variam dos equipamentos mais simples e baratos aos mais caros e sofisticados e a escolha vai depender sempre do objetivo do trabalho proposto.

Fonte - Revista Exame

 

 

Em próximos posts iremos continuar conversando sobre as tecnologias e suas aplicações em estudos e trabalhos com fauna silvestre e programas ambientais. Iremos detalhar cada ferramenta e mostrar como elas são utilizadas pelos pesquisadores e o que geramos de conhecimento através delas.

 

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